Investimento na produção mecanizada garante safra 16% maior no Amapá

Serão produzidas 53 mil toneladas de alimentos até o fim do ano. Soja, arroz, abacaxi, banana e mandioca, puxam os números para cima
A soja é um dos produtos cuja produção contribui para o aumento da safra no Amapá

O Estado do Amapá deve produzir em 2017 mais de 53 mil toneladas de alimentos, conforme dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso representa um incremento de 16,1% na produção agrícola do estado em comparação com o ano passado. A soja, segundo o IBGE, é o carro chefe da produção agrícola amapaense, mas, outros produtos como arroz. abacaxi e banana têm apresentado destaque no campo.

De acordo com o IBGE, a previsão é de que a produção de soja cresça 17%, em segundo lugar está o abacaxi, com um crescimento de 11,8%; seguido pela banana e pela mandioca, que devem crescer 6,8%; a produção de arroz também obteve destaque vai encerrar o ano com um aumento de 3,7%.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o aumento está relacionado principalmente aos investimentos e programas que o Governo do Estado tem realizado nos últimos anos com o intuito de fortalecer o setor. Além disso, o estado oferece linhas de crédito diferenciadas para produtores.

Entre 2015 e 2016, o governo investiu mais de R$ 15 milhões para aquisição de máquinas agrícolas distribuídas a prefeituras dos 16 municípios do Estado. Essas máquinas, como tratores e arados fixos, foram disponibilizadas a agricultores e produtores rurais. O recurso também possibilitou a aquisição de veículos que auxiliam no escoamento da produção.

Em 2017, o Governo do Estado já destinou mais de R$ 1 milhão para a aquisição de máquinas e veículos que serão entregues nos municípios Calçoene, Itaubal, Macapá, Oiapoque e Vitória do Jari. Santos acrescenta que os recursos para o para a aquisição de maquinas e veículos são oriundos do Governo Federal e executados pelo Estado, que também entra com contrapartida.

“Essa mudança permitiu mais agilidade ao produtor rural, pois com a máquina ele consegue produzir mais”, explicou o analista de desenvolvimento rural da SDR, Fábio dos Santos. De fato, os dados do IBGE revelam uma ampliação da área plantada na produção de grãos e frutíferos no Amapá. A área de plantação de abacaxi cresceu 12,6%; a de soja, 11,1%; a de mandioca 7,0%.

Incentivo aos produtores rurais

Além de maquinário agrícola, os produtores rurais do estado podem acessar financiamentos do Fundo de Desenvolvimento Rural do Estado do Amapá (Frap), uma linha de crédito voltada ao setor agropecuário. O programa visa promover a elaboração e a contabilização de ações específicas para o desenvolvimento de atividades agropecuárias, extrativistas vegetais, agroindústrias, pesca artesanal e aquicultura.

“O fundo oferece infraestrutura de apoio à produção e à comercialização, fomento à produção, crédito e apoio as instituições representativas da produção familiar”, explica o assessor técnico da SDR, Antônio Colares.

Entre 2015 e 2017, o Governo do Estado destinou R$ 3,5 milhões a projetos aprovados pelo programa nas áreas de agricultura, pecuária, pesca artesanal e manejo de açaí nativo nos municípios de Amapá, Calçoene, Cutias do Araguari, Ferreira Gomes, Laranjal do Jari, Macapá, Mazagão, Porto Grande, Pracuuba, Santana e Tartarugalzinho.

Colares acrescenta que agricultores e produtores rurais interessados em obter o benefício, devem procurar a sede local do Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Amapá (Rurap) ou a Agência de Pesca do Estado do Amapá (Pescap), onde poderão obter mais informações sobre o programa.

Verticalização da produção agrícola

O vice-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Ageamapa), Joselito Abrantes, explica que o Governo do Estado acompanha a expansão da safra agrícola amapaense com grandes expectativas, especialmente em relação ao crescimento da produção de soja, que é o grão mais produzido hoje no estado.

Abrantes explica que atualmente o estado desenvolve estratégias para incentivar a verticalização da produção agrícola, isto é, busca produzir a matéria-prima e diminuir os custos com importação, uma medida que fortalecerá a agricultura amapaense. “A prioridade número do Governo do Estado atualmente é a verticalização, ou seja, beneficiar grande parte dessa produção dentro do estado para que a gente possa fomentar outros setores da economia”, ressalta.

Para tanto, uma das estratégias é implantar uma fábrica de ração até o primeiro trimestre de 2018. “Com essa medida, poderemos incentivar o crescimento de outros setores como a apicultura, a suinocultura e a piscicultura, além de expandir a criação de bovinos e bubalinos, pois com a fábrica de ração teremos o barateamento dos custos”, destaca Abrantes.

Outra medida citada por Abrantes é a Zona Franca Verde, um projeto que oferece isenção de Impostos Sobre Produtos (IPI) às empresas que fabricarem itens que utilizem ingredientes da Amazônia como matéria-prima. Em maio deste ano, duas empresas foram selecionadas para integrar o corredor econômico, Abrantes acrescenta que, atualmente, o Governo do Estado analisa o projeto de outras 16 companhias para integrar a Zona Franca Verde.

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