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Dia Mundial da Água é marcado por falta de políticas públicas de preservação do meio ambiente

A data foi criada na década de 1990 pela Organização das Nações Unidas (ONU), instituída junto com a Declaração Universal dos Direitos da Água. (Foto: divulgação)

Dia Mundial da Água é marcado por falta de políticas públicas de preservação do meio ambiente

O desperdício, desmatamento e incêndios florestais afetam cada vez mais o acesso ao recurso hídrico

Redação Chico da Boleia

Hoje, 22 de março, é comemorado o Dia Mundial da Água. Durante toda esta semana serão realizadas ações que ressaltam a importância da preservação do meio ambiente e do consumo consciente dos recursos hídricos.

A data foi criada na década de 1990 pela Organização das Nações Unidas (ONU), instituída junto com a Declaração Universal dos Direitos da Água. Na época, o objetivo da medida era atingir todos os povos, educando-os e conscientizando-os sobre seus direitos e obrigações em relação ao recurso, considerado patrimônio do Planeta e responsável pelo equilíbrio da Terra.

De acordo com informações do relatório Estado da Alimentação e da Agricultura 2020, da ONU, globalmente, os recursos de água doce disponíveis por pessoa diminuíram mais de 20% nas últimas duas décadas, destacando a importância de produzir “mais com menos”, especialmente no setor agrícola, o maior usuário de água do mundo. E os mais afetados por tais mudanças são as populações vulneráveis.

O documento ressalta que é preciso garantir um consumo consciente dos recursos hídricos, principalmente por parte do setor agrícola, reutilizando a água das chuvas para irrigar as plantações, preservando os fluxos ambientais naturais, como montanhas, nascentes e zonas florestais, e garantindo o acesso ao recurso de forma equitativa para todos.

O Brasil, como um dos principais produtores agrícolas do mundo, deve repensar o consumo da água e buscar formas mais sustentáveis para evitar o desperdício e o aumento do uso do recurso hídrico nos próximos anos, principalmente quando se leva em consideração que uma parcela da população brasileira não tem acesso a água potável.

Desmatamento e incêndios florestais

O ano de 2020 foi marcado também por grandes tragédias ambientais no Brasil. A falta de políticas públicas que garantam a proteção dos biomas brasileiros e punições efetivas para aqueles que praticam crimes contra o meio ambiente resultaram em incêndios que devastaram o país e desmatamentos que bateram recordes (em comparação a anos anteriores).

Segundo a WWF-Brasil, “grande parte das queimadas no bioma é criminosa e consequência direta do desmatamento, que avança cada vez mais rápido por causa do roubo de terras públicas, invasão de garimpeiros e exploração ilegal de madeira, entre outros”.

Dados da organização revelam que entre agosto de 2019 e julho de 2020, houve 33% mais desmatamento do que no mesmo período de 2019, ano em que uma área de floresta equivalente a oito vezes a cidade do Rio de Janeiro foi derrubada.

– A soma dos alarmantes índices de desmatamento e queimadas com o início da estação seca na Amazônia resulta na repetição da tragédia que vimos em 2019. Com o agravante de, em 2020, também estarmos enfrentando a pandemia de Covid-19, doença que ataca o sistema respiratório – destaca a WWF.

Algumas das consequências dos incêndios e desmatamentos já sentidas pela população brasileira são a crise hídrica, seca (devido a falta de chuvas) e doenças respiratórias provocadas pela baixa umidade do ar. Além disso, outra grave consequência é a destruição de recursos naturais e a morte de milhares de animais silvestres.

O desequilíbrio ambiental afeta diretamente o acesso a água potável. Enquanto a preservação ambiental não estiver inserida em políticas populacionais e de crescimento industrial, agrícola e econômico, o setor sofrerá cada vez mais graves consequências e perdas.

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