Devolver equipe ao primeiro pelotão é desafio de Djalma Fogaça

Djalma Fogaça Foto: Almir Francisco

Quando voltou às pistas da Fórmula Truck para disputar as três últimas etapas de 2012, Djalma Fogaça tinha um propósito declarado: a reintegração à categoria. Disposto a celebrar seus 50 anos cumprindo a temporada completa em 2013, o sorocabano tem participação confirmada nas 10 corridas que vão compor os campeonatos Brasileiro e Sul-Americano – a primeira está marcada para 10 de março, no circuito gaúcho de Tarumã.

A experiência que acumulou na categoria como piloto entre 1997 e 2009, somada à de 16 anos como chefe de equipe na categoria, é o trunfo com que Fogaça, como piloto, espera contar para devolver sua equipe, a 72 Sports/Ford Racing Trucks, ao primeiro pelotão da categoria. Seu Ford Cargo será o único da equipe, que terminou o campeonato de 2012 com três caminhões no grid – Danilo Dirani e Pedro Gomes eram os outros pilotos da equipe.

“Em princípio, vamos com apenas um caminhão. Reconheço que esse é um passo para trás, mas foi uma decisão que tomei, de dar um passo atrás de olho em um ano de transição”, ponderou o piloto, conhecido no automobilismo pelo apelido “Caipira Voador”. “Decidi, em conjunto com a Ford, que teremos só um caminhão. E por que eu quero correr? Eu tenho de fazer minha equipe ser confiável de novo. As pessoas não confiam mais na minha equipe”.

O maior desafio de Fogaça será técnico. “Caminhões pequenos, como o meu, têm pouca chance diante dos que têm motores de 12 litros. Então vamos trabalhar para o caminhão chegar ao fim das provas, voltar a ser confiável. Em 2014 nós também vamos ter o motor grande, aí vamos poder competir de igual para igual”, revela. Ele não descarta a inscrição de um segundo caminhão já em 2013: “Pode ser, sim, mas não há nada definido por enquanto”.

“ANO TERRÍVEL”
À luz dos resultados, Fogaça admite que “o ano passado foi terrível”. “É inadmissível uma equipe com dois caminhões, depois três, estar lá e marcar só 23 pontos em 10 corridas. E com caras que aceleram”, avaliou. Dirani foi 21º no Brasileiro, com 13 pontos. Gomes, com sete, foi 23º. Fogaça, 12º na última corrida, marcou três pontos e foi 25º. “Você vai mal quando faz dois, três, quatro pódios. O que vivemos em 2012 foi algo irreal para nós”, definiu.

Os resultados aquém do esperado levaram a mudanças. “Vimos que as coisas estavam um tanto bagunçadas. Troquei todo o corpo técnico da equipe e estou indo para uma nova etapa, começando de novo. É uma outra forma de trabalho, que necessita que eu ande no caminhão. Não devo ser mais rápido que o Danilo e o Pedro, mas minha experiência vai contar para a equipe voltar a ser confiável”, declarou o piloto da 72 Sports/Ford Racing Trucks.

Com orçamento já viabilizado para a temporada, Djalma Fogaça diz-se “em paz com a decisão”. “No automobilismo tudo gira em torno do resultado do último ano, da última corrida. O que a gente fez em 2012, hoje, não vale nada. Sinto por não poder ajudar os caras que estiveram comigo, o Pedro, o Danilo, o Serginho Ramalho, que testou com a gente o ano todo, mas foi uma decisão que tomei e estou animadíssimo, como não ficava há muito tempo”, falou.

Fonte: F-truck

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