Cummins mantém otimismo para o mercado nacional

cummins-motor-novoCummins vive tempos de otimismo no Brasil, principalmente agora, depois de a Shacman e a Foton Aumark anunciarem que utilizarão motores da fabricante nos caminhões que serão em suas futuras fábricas nacionais. A primeira utilizará a linha ISM de 11 litros e 440 cv de potência. Enquanto a segunda planeja equipar os veículos com os propulsores ISF. “Além disso, vamos fornecer o ISF para um ônibus leve da Mercedes-Benz”, comemora Luis Pasquotto, presidente da Cummins Brasil.

Com isso, é certa a produção desse propulsor no Brasil. Para isso, a companhia elevará o ritmo de sua fábrica nacional, que hoje está em 250 unidades por dia, em dois turnos não completos. “A questão é quando tudo isso vai acontecer”, aponta o executivo, com a certeza de um futuro ainda mais promissor. Com capacidade instalada para produção de 120 mil motores por ano, a planta da Cummins em Guarulhos passa por modernização com investimentos de US$ 48 milhões para ganhar produtividade e competitividade. “São melhorias no fluxo logístico para reduzir custos”, diz Pasquotto.

Ao mesmo tempo, a empresa finaliza a primeira etapa de aporte em uma nova planta, em Itatiba (SP) no valor de US$ 90 milhões. Quando for inaugurada, em 2015, a fábrica será base para a unidade de negócios de geração de energia da companhia, além de sediar também um centro de distribuição de peças. “Além disso, investimos anualmente cerca de US$ 30 milhões em desenvolvimento, pesquisa e atualização dos produtos em todas as unidades de negócios”, revela o presidente.

FENATRAN

Parte do aporte anual de US$ 30 milhões foi utilizada na atualização das linhas de motores ISL 8.9 litros e ISM 11 litros, que passam a ter 20 cv de potência a mais e serão novidades do estande da Cummins na Fenatran deste ano, que ocorre entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo (SP).

A organização também realiza no evento o lançamento mundial de uma nova família de motores, batizada de Série G, um seis cilindros em linha com 11,8 litros e potência entre as faixas de 375 cv e 510 cv. O ISG 12 começa a ser produzido inicialmente na fábrica da Cummins Foton, em Pequim, na China, a partir do primeiro semestre de 2014.

Segundo Alex Savelli, diretor executivo da unidade de negócios de motores da Cummins Brasil, a planta chinesa fará 60 mil unidades por ano do novo motor, que passa a ser oferecido a partir de agora aos clientes mundiais da Cummins. Por ser um produto novo, ainda não há planos de produção no Brasil.

Outra novidade da companhia no evento será a linha de filtros Nanonet™, tecnologia desenvolvida pela empresa na Coréia do Sul e que entra em fase de testes no Brasil. Segundo Marco Rangel, diretor de marketing e comunicação e relações governamentais da Cummins para a América do Sul, o Nanonet™tem poder de filtragem na ordem de quatro micra. “Um grão de areia tem nove micra”, compara.

Importado dos Estados Unidos, a nova tecnologia será oferecida a princípio nos filtros de combustível Fleetguard e, posteriormente, nos demais produtos da marca. “Dependendo da aceitação do mercado, pensamos em fabricar localmente, porém a malha ainda seria importada”, afirma Pasquotto.

FOCO

Com o crescimento aquém do esperado no mercado de caminhões em 2013, a Cummins foca esforços na conquista de novos clientes no segmento de ônibus. “Em 2011 tínhamos 4% de mercado, hoje são 11% e queremos ter mais de 20% em três anos”, diz Pasquotto.

Além disso, o executivo também acredita em rápido avanço no mercado de componentes (filtros, turbos, sistemas pós-tratamento, eletrônica e geradores), ainda mais com a integração das áreas promovida há cerca de dois anos. “Ainda é cedo para divulgar resultados disso, mas o balanço é positivo, com a abertura de um leque de oportunidades para vendas conjuntas”, afirma ao exemplificar o mercado de caminhões frigoríficos, em que a Cummins mira o fornecimento conjunto de geradores de energia e filtros.

fonte: automotivebusiness

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