Consumo de Biocombustíveis: Europa deve ultrapassar Brasil até 2015

A Europa já se iguala ao Brasil em consumo de biocombustível e as expectativas econômicas revelam que, até 2015, vai superá-lo como um dos maiores mercados de fontes alternativas de energia do mundo. A Comissão Europeia apresentou estimativas de que o setor – que já conta com subsídios de 45 bilhões ao ano – possa proporcionar um “crescimento mais dinâmico” para a agricultura do continente.

Por outro lado, a expansão da agricultura para fornecer a matéria prima dos biocombustíveis tem gerado críticas e oposições cada vez mais duras por parte de ativistas e ambientalistas, que relativizam a sustentabilidade desse tipo de matriz energética.

O Informe da Comissão Europeia, obtido pelo jornal O Estado de S.Paulo, mostrou o crescimento do setor nos últimos dez anos e revelou que, até 2020, as taxas de consumo dos Estados Unidos e da Europa ultrapassarão a demanda dos brasileiros.

Segundo os dados, até o início de 2000, o Brasil ainda figurava como o maior mercado consumidor do biocombustível, com 7 milhões de toneladas, seguido pelos Estados Unidos, com um consumo de 4 milhões de toneladas.

Por sua vez o mercado de biocombustíveis da Europa era praticamente nulo. Isso fez com que pesquisadores e produtores brasileiros de biocombustíveis fossem a Europa a fim de incentivar países na produção de alternativas energéticas. O objetivo era criar um mercado global de commodities e, claro, fazer do Brasil o principal fornecedor do mundo.

Sem uma política setorial, no entanto, o Brasil acabou recuando neste mercado e perdeu espaço como o maior e mais eficiente produtor mundial de biocombustível. Além disso, o país teve que importar etanol dos Estados Unidos. Em 2012, o país consumia 14 milhões de toneladas e os Estados Unidos, 28 milhões. Até 2022, a diferença atingirá 31 milhões de toneladas. Para 2022, estima-se que o consumo europeu seja de até 20% mais alto do que brasileiro.

O que se espera é que o Brasil possa retomar a produção de etanol e, mesmo que não lidere o ranking, que estimule as capacidades produtivas para suprir a demanda interna. Para isso, espera-se incentivo do Governo no que se refere ao consumo e a tecnologias que possam aliar a produtividade à sustentabilidade.

Fonte: O Estado de S.Paulo.

Redação Chico da Boleia

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