Conheça o empresário que fabrica COEs, minicaminhões de R$ 200.000

Criador e criatura: Jorlando leva em média seis meses para finalizar cada COE (Marcelo Almeida/Quatro Rodas)

Veículos são construídos à mão usando chassi e motores da Mitsubishi

Jorlando Piccoli, de 43 anos, não gosta de opiniões contrárias. Pelo menos não quando se trata de suas criações. Em sua garagem, situada em Curitiba (PR), só ele comanda as estilizações dos COEs (Cab Over Engine), caminhões em que a cabine fica sobre o motor, que ficaram famosos nos EUA na década de 60.

Autoritário ou não, essa história começou em 2014, quando o empresário, que já era envolvido com o ramo metalúrgico, foi convidado por um amigo para tocar um projeto: “Ele me pediu para construir uma plataforma toda estilizada. Era um COE”.

COE no estilo furgão, que leva o logo da empresa na lateral (Marcelo Almeida/Quatro Rodas)

Na época, Jorlando usou como base um Ford 1946 para dar a primeira forma para o desenho. Desse molde produzido há quatro anos, mais de 15 projetos já saíram do papel. Todos de fibra de vidro e sem aceitar nenhum palpite de seus clientes.

Há quem diga que a fama de mandão afasta os futuros compradores, mas sua empresa, a COE Garage, já recebeu gente de Brasília, Minas Gerais e Espírito Santo

“Não aceito opiniões e nem palpites. Eu trabalho melhor dessa forma”, comenta Jorlando sobre seu hobby.

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Suspensão mais rebaixada é proposital: ela é a ar (Marcelo Almeida/Quatro Rodas)

O empresário, que já era envolvido em customização de hot rods desde 2011, conta que para tudo funcionar bem algumas adaptações acontecem durante todo o projeto e construção.

Como é o caso do motor: para caber perfeitamente logo abaixo da cabine do motorista, os filtros são retirados. “A gente usa o chassi e mecânica da Mitsubishi Pajero Dakar. Ela é compacta e forte. Tudo o que o modelo precisa.”

Pouco conhecidos, os pequenos caminhões recebem elogios por onde passam (Marcelo Almeida/Quatro Rodas)

Hoje, a empresa tem uma equipe de quatro pessoas, que cuida de tudo: fabricação, pintura, funilaria, parte elétrica e tapeçaria, sempre sob o cuidado dos olhos e das mãos de Jorlando.

Ele conta que cada modelo demora cerca de seis meses para ficar pronto, com um orçamento que varia de R$ 200.000 a R$ 250.000.

Fonte: Quatro Rodas

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