ARTESP e concessionárias alertam para risco de automedicação contra doenças do Aedes aegypti

Metamora, Illinois, USA --- Young woman holding capsules --- Image by © Vstock LLC/Tetra Images/Corbis

Campanha desenvolvida em conjunto com o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo informa, ainda, sobre prevenção e sintomas das doenças

Com o objetivo de alertar sobre os perigos da automedicação no combate aos sintomas da Dengue, Zika e Chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, a ARTESP – Agência de Transporte do Estado de São Paulo – e as 20 concessionárias que administram as rodovias concedidas do Estado participaram de ampla campanha durante o feriado de Corpus Christi. Realizada pela Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), a ação destaca os riscos do uso de medicamentos contra essas doenças sem que o paciente tenha recebido a orientação adequada.

Durante o fim de semana prolongado do feriado de Corpus Christi, de 26 a 29 de maio, foram distribuídos nas praças de pedágio das rodovias sob concessão do Estado de São Paulo folhetos que trazem informações sobre a Dengue, a Zika e a Chikungunya (como os principais sintomas de cada uma das doenças, como fazer o diagnóstico), os riscos de automedicação e orientações sobre a utilização de medicamentos. O material destaca que o farmacêutico deve ser procurado em caso de dúvidas sobre o uso dos remédios, destacando que não se deve seguir “recomendações de vizinhos, amigos e parentes”. Foram 700 mil folhetos. “Ao distribuir os folhetos informativos nas praças de pedágio conseguiremos atingir um público qualificado. O alerta para evitar a automedicação é muito importante. Além disso, nunca jogue lixo nas rodovias. Lixo na rodovia é o caminho para o mosquito e pode levar ao entupimento nas tubulações de drenagem, provocar alagamentos e causar acidentes”, explica o diretor geral da Artesp, Giovanni Pengue Filho.

O material traz, ainda, orientações de como se prevenir contra a doença, aconselhando, inclusive sobre a utilização de repelentes contra o Aedes aegypti. Uma das informações contida no material é que não há tratamento específico para as doenças transmitidas pelo mosquito, apenas medicamentos para aliviar os sintomas. E ressalta que a utilização de remédios com Ácido Acetilsalicílico (AAS), substância facilmente adquirida em farmácias e drogarias, pode causar hemorragia e levar à morte quando utilizado por quem está com uma dessas três doenças. E reforça que plantas que contenham ácido salicílico não devem ser utilizados pelo mesmo motivo.

[quote]“No caso da automedicação, a orientação do farmacêutico pode evitar o agravamento clínico dos casos. Além disso, o uso correto de substâncias como os repelentes pode tornar mais eficaz a proteção contra a picada do Aedes aegypti. A orientação correta do uso é tão importante quanto a oferta do produto. Caso contrário, não estaremos repelindo nada”, alerta o presidente do CRF-SP, Pedro Menegasso.[/quote]

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ARTESP – Assessoria de Imprensa

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