14ª Transposul – Entrevista com Luiz Antonio P. De Luca

Chico da Boleia e Luís Antonio P. De Luca

 


Chico da Boleia:

Bom amigo caminhoneiro, mais uma vez estamos falando diretamente da 14ª Transposul na capital do estado do Rio Grande do Sul em Porto Alegre ou para os gaúchos a capital do mundo. Vamos conversar com o Sr. Luís de Luca diretor de Operações da DAF. Boa tarde Sr. Luis.

 

 

 

 

Luís Antonio P. De Luca: Boa tarde! É um prazer recebe-los aqui no Stand da DAF, a DAF que está começando no Brasil. É um prazer apresentar nosso time de responsáveis pela operação e também os nossos produtos.

 

 

 

 

 

Chico da Boleia: Bom Luís, conta para gente quanto tempo a DAF está operando no Brasil, e como é que tem sido o resultado até o presente momento.

 

 

 

 

Luís Antonio P. De Luca: Nós começamos a prospecção e a pesquisar o Brasil fazem dois anos efetivamente, o grupo de letivo começou no meio do ano passado, no meio de dois mil e onze, nós estamos naquela fase de desenvolvimento da rede, conversando com várias empresas para serem nossas concessionárias, e também agora estamos contratando nosso corpo de letivo e iniciando nosso trabalho de construção da fábrica de Ponta Grossa que vai ficar pronta em setembro do ano que vem, que vamos lançar o primeiro caminhão a ser vendido no Brasil.

 

 

Chico da Boleia: Atualmente como é que tem sido a aceitação no mercado brasileiro da marca de vocês?

 

 

 

Luís Antonio P. De Luca:  A marca DAF é uma marca conhecida, o mercado brasileiro segue o mercado europeu, a DAF é um grande produtor, uns dos maiores da Europa, ocupa em alguns mercados a liderança e alguns mercados na vice-liderança. O caminhoneiro conhece a DAF, conhece nosso produto e conhece a qualidade dos nossos produtos, e a aceitação está muito grande, gerando uma expectativa muito grande, temos recebido várias consultas sobre se já temos caminhões para vender, mais como é a decisão da DAF estratégica foi produzir os caminhões no Brasil e não vir com caminhões importados, nós só vamos poder vender caminhões a partir do momento que a fábrica de Ponta Grossa esteja operando, isso no meio do ano que vem.

 

 

Chico da Boleia:  Você tem mais de vinte e cinco anos de estrada na área de caminhões e a gente teve no Brasil a entrada do Euro5 a partir de janeiro desse ano, nós percebemos que a coisa parece que não deslanchou. Qual a sua opinião sobre isso?

 

 

 

Luís Antonio P. De Luca: Acho que nós podemos fazer a combinação de três fatores, primeiro houve uma produção muito maior ano passado, fizeram um pulmão, que poderia ser vendido pelas montadoras até março deste ano, então isso gerou um Overstock como a gente chama, um estoque muito grande para passar o ano, gerando aquela expectativa do cliente, até o cliente aceitar os preços do Euro5 que se falava em vinte a vinte e cinco por cento de aumento e eu acredito que o mercado vai pagar no máximo quinze por cento. Então, você teve um estoque muito grande de Euro3 disponível no ano de dois mil e doze, teve uma redução querendo ou não uma redução do crédito, um pouco de restrição devido à inadimplência que estava crescendo e a acomodação dos novos caminhões do Euro5, qual é o preço que eles vão estar. Então, essa combinação dos três fatores fez com que, a venda não seja tão inferior ao ano passado por que você vendeu muitos veículos Euro3, mas o Euro5 ainda não deslanchou então as fábricas na sua maioria estão em férias coletivas reduzindo o volume, mas nós da DAF acreditamos que no segundo semestre esse mercado volte à normalidade. Felizmente para a DAF que começa em dois mil e treze, o mercado já vai estar ajustado só com veículos Euro5, não vai haver mais veículos Euro3, então a DAF chega ao mercado já em normalidade. E a DAF já produz os Euro5 a mais de cinco anos na Europa, então não é um produto novo para ela, ela sabe como operar e o mercado brasileiro vai estar regularizado, e a estimativa do mercado brasileiro para dois mil e doze é que vai ser um volume próximo de dois mil e dez.

 

Chico da Boleia:  Então, é Chico da Boleia orgulho de ser caminhoneiro, buscando informações aonde ela acontece.

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