Nova live do Chico da Boleia traz a participação de Eduardo Rebuzzi

Nova live do Chico da Boleia traz a participação de Eduardo Rebuzzi

Presidente da Fetranscarga-RJ aborda impactos da pandemia no setor de TRC

A preocupação com o mercado de transporte no estado do Rio de Janeiro e o impacto provocado pela Covid-19 foram alguns dos assuntos debatidos na live realizada na tarde desta segunda-feira (03) pelo Chico da Boleia, com a participação do presidente da Fetranscarga-RJ, Eduardo Rebuzzi.

Segundo o representante da federação, a expectativa era de melhora para o setor em 2020, porém a pandemia agravou a situação econômica em todo estado, trazendo prejuízos e corte de investimentos.

Para Eduardo, o período de férias somado as festividades do carnaval “esconderam” a real situação da saúde em todo país. E, para o Rio, o impacto negativo foi ainda maior devido à crise que o estado já vinha enfrentando nos últimos anos.

– Apesar disso, identificamos um número menor de roubos de cargas durante os meses de isolamento social. Em comparação com 2019, o índice da prática criminosa caiu 36% no primeiro semestre deste ano – destaca Rebuzzi. Para ele, outro fator que também tem ajudado na redução do roubo de cargas é a atuação da polícia, mas a preocupação por parte das empresas ainda é constante.

Questionado sobre o posicionamento da Federação em relação ao marco regulatório, Eduardo explica que não existe unanimidade por parte dos empresários do setor em relação ao tema (e, que no momento, aguarda para ser votado no Senado).

Ainda durante o bate-papo, Chico da Boleia abordou a questão da renovação da frota que, para Rebuzzi, precisa ser pensada de forma macro. “Sabemos que há uma frota antiga nas mãos dos autônomos e que precisa ser mudada, mas se não houver facilidades e garantias para esses trabalhadores, não há como competir de forma justa não só com outros do setor, mas também com os diferentes modais”.

Confira outros tópicos que foram destaque na live:

Corte de verbas para o Sest Senat

– É impressionante o trabalho realizado pelo sistema S. Claro que há muito o que melhorar, mas sua atuação é essencial para o setor, principalmente durante o período de pandemia. O conselho do Sest Senat RJ fez questão de manter seus serviços ativos (adaptando-se as normas de segurança do Ministério da Saúde) – ressalta.

Para Eduardo, o sistema S deve ser valorizado e não punido com a medida 932. A alteração deveria ter sido negociada, ao invés de colocada em prática arriscando postos de trabalho e atendimentos a beneficiários.

Perspectiva para os próximos meses

O presidente da Fetranscarga-RJ destaca que muitas mudanças já estão ocorrendo para o setor desde o início da pandemia, como o transporte direto para o consumidor. No entanto, Rebuzzi diz que, mesmo com a chegada da vacina, é preciso avaliar qual será o impacto da Covid-19 a longo prazo.

Mas, segundo Eduardo, no momento, é preciso ajudar as empresas que estão enfrentando dificuldades financeiras. Muitas já estão sem capital de giro. Outras não conseguem quitar as dívidas com o município. É preciso oferecer alternativas para que possam pagar os tributos, sem que sofram sanções neste momento de crise.

– Este é um período de aprendizado e adaptação. Porém, o transporte rodoviário de carga é fundamental, sendo reconhecido como serviço essencial durante a pandemia. Responsável, praticamente, por 100% da movimentação de cargas. Nós representamos o país todo e sem ajuda do governo – conclui Rebuzzi.

Esta e outras lives você pode conferir no perfil do Chico da Boleia no Youtube e em nosso perfil no Facebook.

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