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Dia 8 de março: sobre igualdade, respeito e segurança

A data histórica deve ser lembrada devido a trajetória de todas as mulheres que se sacrificaram (e ainda se sacrificam) pelo movimento. (Foto: divulgação)

Dia 8 de março: sobre igualdade, respeito e segurança

Na data em que se comemora o dia internacional da mulher, o Chico da Boleia traz informações históricas e dados sobre o movimento que transformou a luta das mulheres

Redação Chico da Boleia

Oficializado na década de 1970 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional da Mulher é comemorado em 8 de março e sua origem tem ligação direta com a luta histórica das mulheres por direitos iguais.

A princípio, as reivindicações eram por equidade salarial, porém, atualmente, a luta envolve também o combate ao machismo, violência, feminicídio e oportunidades iguais.

Ainda dentro do contexto histórico, muitos documentos destacam que a origem da data tem relação a uma tragédia ocorrida nos Estados Unidas, em 1911, quando um incêndio em uma indústria têxtil, localizada em Nova York, provocou a morte de 125 operárias. Na época, as trabalhadoras reivindicavam condições melhores de trabalho.

De acordo com informações do portal Nova Escola, as causas desse incêndio foram as péssimas instalações elétricas associadas à composição do solo e das repartições da fábrica e, também, à grande quantidade de tecido presente no recinto, o que serviu de combustível para o fogo. Além disso, alguns proprietários de fábricas da época, incluindo o da Triangle, trancavam seus funcionários na fábrica durante o expediente como forma de conter motins e greves. No momento em que a Triangle pegou fogo, as portas estavam trancadas.

Ainda segundo o portal, outro ato de grandes proporções para o movimento feminista ocorreu na Rússia, em 1917. Mulheres trabalhadoras do setor de tecelagem entraram em greve, no dia 8 de março, fortalecendo ainda mais o ciclo revolucionário no país – cujas ações visavam derrubar a monarquia czarista. “Essa data entrou para a história como um grande feito de mulheres operárias e também como prenúncio da Revolução Bolchevique”.

Estes são apenas alguns dos marcos históricos envolvendo a luta das mulheres por respeito, direitos iguais e melhores condições de trabalho. Mesmo após tais acontecimentos, foram necessárias décadas de manifestações, greves, mobilizações políticas, dentre tantos outros atos para que o movimento fosse reconhecido devidamente e tivesse suas demandas ouvidas e atendidas.

Qual a importância do dia internacional das mulheres?

A data histórica deve ser lembrada devido a trajetória de todas as mulheres que se sacrificaram (e ainda se sacrificam) pelo movimento. Para além das comemorações ‘triviais’, o dia 8 de março serve como um momento de reflexão e de busca por formas de garantir a igualdade, a valorização e o respeito as mulheres.

Dados indicam que, apesar da luta histórica, até hoje mulheres (especialmente as negras) são mal remuneradas. Um exemplo: no mercado de trabalho brasileiro, segundo dados da CATHO, os homens ganham até 23% a mais do que as mulheres que ocupam cargos de diretoria ou gerência. A única função na qual as trabalhadoras ganham mais é de assistente/auxiliar.

Outro índice preocupante diz respeito a formação educacional das mulheres: as que possuem pós-graduação, MBA ou especialização recebem até 47% menos que os homens.

Além das diferenças salariais, a violência contra a mulher ainda é predominante nos lares brasileiros. Infelizmente, com a pandemia, o número de casos de agressões aumentou, incluindo os de feminicídio.

De acordo com informações divulgadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, somente entre março e abril de 2020 os casos de feminicídio cresceram 22% em 12 estados do país. “Lembrando que feminicídio é o assassinato de uma mulher cometido devido ao desprezo que o autor do crime sente quanto à identidade de gênero da vítima”.

Por isso a data não deve ser lembrada apenas como um momento comemorativo. É preciso que a sociedade reflita sobre todas essas questões e pense em ações futuras para garantir igualdade, segurança, respeito e valorização para todas as mulheres.

*Com informações da Agência Brasil e Nova Escola.

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