Candidato Gabriel Chalita responde as perguntas do Chico

Chico da Boleia-  Tendo em vista que, recentemente, foram aumentadas as faixas de rodagem na marginal Tietê e estabelecida a nefasta recessão de horários para caminhões nas marginais e, mesmo assim, os congestionamentos continuam, como, em sua opinião, resolver essa questão e dar fluidez ao trânsito?

Gabriel Chalita- O Plano de Governo Chalita contempla uma série de ações de melhoria do transporte público, realização de obras viárias e investimento em inteligência, tecnologia e recursos humanos.

Como parte significativa do trânsito de São Paulo está relacionada, de uma maneira ou de outra, aos municípios vizinhos, eles, assim como o Governo do Estado, serão convidados a discutir as políticas de trânsito, transporte e mobilidade urbana. Também buscaremos recursos junto ao Governo Federal para realizar os investimentos necessários para a melhoria da mobilidade na maior cidade do País.

Com o objetivo de evitar passagens desnecessárias pelo centro expandido da cidade, serão construídas ligações circulares, entre bairros. Também pretendemos criar novos centros regionais, que reúnam emprego, lazer, educação e serviços de saúde perto da casa das pessoas, reduzindo a necessidade de deslocamento diário das periferias para o centro e vice-versa.

Simultaneamente à criação do novo modelo viário e das novas centralidades, haverá um investimento em inteligência de trânsito, com a instalação de semáforos inteligentes equipados com nobreak, para evitar que entrem em pane em dias de chuva, e a modernização dos sistemas eletrônicos de controle e fiscalização do trânsito.

Para isso é essencial reforçar a CET, com aumento do orçamento, informatização e atualização dos equipamentos, além de investir na capacitação técnica de seus funcionários e contratação de novos agentes.

 Chico da Boleia – Em termos macros qual seria a sua proposta para o setor do transporte já que as vias estão saturadas?

Gabriel Chalita- Para melhorar o transporte coletivo, estão previstas ações como a otimização dos corredores de ônibus atuais, com a inclusão de pistas de ultrapassagem, entre outras melhorias, a construção de novos corredores e a reorganização das linhas de ônibus a partir de dados da pesquisa Origem-Destino, do mapa de uso do bilhete único e das informações geradas pelos GPSs dos ônibus.

Criaremos o Expresso Zona Leste, que fará com que o trajeto de bairros populosos da Zona Leste, como Itaquera, até o Centro seja feito em 30 minutos, criando uma alternativa ao Metrô, muito lotado, e ao uso do carro particular. No total serão 25 linhas expressas, sem paradas em pontos no meio do caminho, servidas por 450 novos ônibus articulados, projetados para levar apenas passageiros sentados. Os veículos serão interligados aos semáforos, para que sempre encontrem sinais verdes.

Os 14 terminais do Expresso Zona Leste serão acoplados às estações do Metrô. O custo total do sistema é de R$ 249 milhões, e o tempo de execução, 30 meses, com início no primeiro ano de mandato.

Para a Zona Sul, a proposta imediata é a implantação de uma faixa reversível nos horários de pico no trecho de Interlagos. Aliada à ampliação do uso da Marginal Pinheiros por ônibus e à criação de linhas expressas, com menos paradas, a Faixa Reversível Zona Sul vai permitir sensível melhora no transporte da região.

O prefeito também deve participar ativamente dos projetos de ampliação do Metrô e da rede da CPTM, não apenas com recursos, mas na definição de prioridades e prazos juntamente com os governos estadual e federal.

 

 Chico da Boleia  – Tendo em vista a nova Lei do Motorista (12.619/2012), o que o município  de São Paulo, sendo o maior do Brasil, poderia fazer para contribuir com a nova Lei?

Gabriel Chalita- Esta é uma lei que vale para todo o País, sancionada pela Presidência da República, não cabe ao prefeito questioná-la. Caso algumas de suas determinações exijam alguma ação específica por parte da Prefeitura de São Paulo, atuaremos após análise cuidadosa e consulta a todos os envolvidos.

 Chico da Boleia- Você, Gabriel Chalita, caso eleito prefeito, assumiria um compromisso de criar um fórum permanente com poder de decisão junto às entidades do setor, para buscar soluções que atendam a todos os envolvidos?

Gabriel Chalita- Não haverá mais decisões tomadas de cima para baixo, e sim por meio do diálogo amplo, transparente e racional e com base em estudos técnicos. Pretendemos criar um canal de diálogo entre a Prefeitura, os caminhoneiros e outros trabalhadores, entidades e empresas envolvidas. Também devem participar o governo estadual e representantes das administrações dos municípios vizinhos. O objetivo do candidato é ser o prefeito da união.

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