81ª Edição Nacional – Jornal Chico da Boleia

Os empasses legais do setor

Amigos caminhoneiros, carreteiros e empresários do setor de transportes! Ainda muito se discute sobre a tabela mínima do frete e uma coisa certa: esta discussão está longe de chegar a um consenso! Se é que é possível o consenso.

Desde o início das discussões tenho me posicionado de maneira contrária ao assunto, pois não há como criar uma tabela uniforme em um país que tem dimensões continentais como Brasil. Junta-se à isso os inúmeros tipos de carga, rotas das mais variadas possíveis onde há um asfalto perfeito e onde o chão batido predomina em boa parte do Estado. Também o problema da idade média dos caminhões é outro ponto importante e definitivo na estrutura de preços.

Um detalhe que salta aos olhos é que na confecção da tabela não houve diferenciação entre ETC (Empresas de transportes de cargas, TAC (transportador autônomo de carga) e CTC (cooperativa de transportes de cargas). Assim, dá para entender as inúmeras discrepâncias que a tabela apresenta. Atualmente, os embarcadores reclamam, as empresas reclamam, os autônomos reclamam, ou seja, todo mundo reclama!

E o pior que quando assinaram tal lei, eu afirmei e volto afirmar: se não houver fiscalização não tem porque ter lei. Meu receio, portanto, é que a lei não seja igual para todos, ou seja, que ela beneficie alguns em detrimento dos outros.

Na minha opinião é um verdadeiro passa moleque, é não levar um setor estratégico da economia nacional a sério. E olha que a greve que aconteceu e deu mostras dos problemas que podem ocorrer se os caminhões deixam de rodar. A realidade, meus amigos, é que cada tipo de caminhão, cada rota, tipo de produto, ano de idade do caminhão deve ter seu custo independente, pois a realidade é muito diversa. Um outro efeito que o advento da tabela mínima do frete trouxe é a alta generalizada dos preços, as máquinas de remarcação estão a todo vapor, pois o vilão da vez é o transporte é o caminhoneiro, então dá-lhe aumento!

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Para saber como estão entendendo esse problema, conversamos com o Presidente da ABTC, Paulo Lopes, e apresentamos a entrevista exclusiva na nossa reportagem principal dessa edição.

Um outro ponto que abordamos durante a conversa com Lopes foi o Marco Regulatório dos Transportes, recentemente aprovado na Câmara dos Deputados e que agora tramita no Senado Federal. Temos que estar de olhos bem abertos, pois nesta disputa de força quem está levando vantagem são os embarcadores, principalmente o agronegócio, que está colocando seu ponto de vista em forma de Lei e isso sem dúvida vai na contramão do que o setor de transportes pensa.

Para que os leitores fiquem por dentro das discussões sobre o Marco Regulatório, publicamos uma matéria com os principais pontos da medida e como elas impactam na vida dos caminhoneiros.

Também alertamos para um assunto muito sério: a prevenção ao suicídio. A campanha Setembro Amarelo realiza ações em todo o Brasil para alertar sobre os riscos desse problema de saúde e dá importantes dicas de como as pessoas podem identificar os sinais e comportamos, tomando medidas para evitar que um familiar, amigo ou conhecido cometa o suicídio.

Mais uma vez queremos agradecer a todos que nos dão uma audiência maravilhosa seja lendo nossos jornais, acessando nosso site ou nos acompanhando pelas redes sociais. Também agradecemos aos nossos patrocinadores que acreditam que, mais que publicidade, o importante é informar com precisão.

Um abraço, Chico da Boleia
Sempre com orgulho de ser caminhoneiro.

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