79ª Edição Nacional – Jornal Chico da Boleia

Julho e as expectativas para o resto do ano

Julho é sempre um mês decisivo. Junto com ele, vem todas as expectativas para o restante do ano. Em 2018, as previsões para o segundo semestre são ainda mais esperadas, pois temos uma conjuntura de continuidade do baixo desempenho da economia, que, infelizmente, ainda não conseguiu dar mostras significativas de recuperação.

Neste ano, ainda temos um contexto marcado pela mobilização dos caminhoneiros que, apesar de ter sido realizada em fins de maio, acabou suscitando importantes discussões que se desdobram até os dias atuais.

Uma delas, é justamente a tabela de frete mínimo, ou preço mínimo do frete, como preferem dizer alguns. O fato é que existe uma tabela em vigor que, já se sabe, vai ser alterada em pouco tempo. Outro importante assunto em discussão é o marco regulatório.

Tendo em vista a urgência de se debater ambos assuntos, entrevistamos dois presidentes de entidades do setor, Tayguara Helou e Flávio Benatti, para saber como se posicionam as representações de empresas de transporte de cargas frente a essas questões. As opiniões deles, vocês podem conferir nas páginas seguintes dessa edição.

Da nossa parte, já escrevemos que somos contra a tabela, porque acreditamos que ela tem inúmeros problemas e já vem com vício de origem, pois não difere caminhoneiro autônomo de empresa de transportes e nem de cooperativa. Se pensarmos somente neste ponto já dá uma diferença no custo da operação.

Se avançarmos e aprofundarmos a análise, veremos que o Brasil é um país continental, com inúmeros tipos de carga, com inúmeros tipos de caminhão, inúmeras rotas, regiões de alta criminalidade ou baixa e assim por diante. Não há como pegar tudo isso e jogar em um liquidificador e chegar a apenas cinco tipos de carga e um valor por quilômetro/peso/eixo. É um absurdo sem tamanho! Sem contar que não demora e a tabela mínima vai virar a tabela máxima.

Sem dúvida, com a recente greve dos caminhoneiros, houve uma sacudida no mercado, pois todo mundo passou a ver e entender a importância do setor. Só que isso gerou um novo problema, pois todo e qualquer aumento que o comércio, indústria ou setor da agricultura aplique em seus produtos, agora a culpa é do transporte.
Por isso, a tabela, no meu ponto de vista, não é a solução. Pelo contrário, ela mais atrapalha do que ajuda, e ao que tudo indica ainda vai passar muita água debaixo da ponte até isso se resolver.

Tradicionalmente, o mês de julho também é de comemorações. Juntamente com o Dia de São Cristóvão, padroeiro dos trabalhadores do volante, comemorado em 25 de julho, também é celebrado o Dia do Motorista.

Para nós, essa é uma data de muita alegria, mas também de muita reflexão sobre o papel dos caminhoneiros e caminhoneiras para a sociedade brasileira, como profissionais da estrada e cidadãos. Por isso, na reportagem principal desta edição, preparamos uma matéria que compartilha as opiniões de motoristas que estiveram envolvidos na última greve dos caminhoneiros e como eles percebem o movimento, suas conquistas e fracassos no atual momento. Esperamos que gostem!

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Boa leitura,
Chico da Boleia
Orgulho de ser caminhoneiro.

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