[VÍDEO] Mulheres no Comando – Especial Transjordano

Mulheres da Transjordano participam de série para YouTube e contam como é trabalhar no setor de transporte.

No mês da mulher a equipe Chico da Boleia produziu a série “Mulheres no Comando”. Foram três vídeos divulgados na TV Chico da Boleia na plataforma YouTube, com a participação das mulheres da Transjordano.

No primeiro, Joyce Bessa, diretora administrativa da Transjordano conta como foi sua trajetória para atuar em uma empresa de transporte de combustíveis. “A Transjordano já tem vinte anos e a gente valoriza muito as mulheres e a gente reforça a vinda das mulheres tanto para a gerência como para condutoras”, explica.

Neste vídeo Joyce também revela que a participação na COMJOVEM foi fundamental para a construção de sua carreira. “Acho que que a COMJOVEM ajuda muito na inserção das mulheres no mundo coorporativo do TRC”, disse. A executiva da Transjordano fala das etapas e obstáculos e considera que “hoje a gente tem voz e ouvidos, a gente vai a reuniões, fala e as pessoas prestam atenção”.

A liderança feminina no setor de transporte é o tema do segundo vídeo. Em um ambiente considerado majoritariamente masculino, que envolve trabalho pesado nas estradas, as mulheres da Transjordano contam como conquistaram suas posições de destaque e superaram obstáculos.

“Nossa não sabia que tinha mulher na logística” ouvia com frequência Tamiris Brandão, analista de logística que não se deixou levar pelos comentários. “Não é porque sou mulher que tenho menos capacidade de fazer”, afirma e completa “hoje eu cuido da operação mais dinâmica da Transjordano e tenho muito orgulho disso”.

As mulheres da Tranjordano também criticaram o aumento da violência contra a mulher no Brasil. Em 2018, um levantamento do Datafolha, encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostrou que 16 milhões de mulheres acima de 16 anos sofreram algum tipo de violência. O número de agredidas fisicamente alcança quase cinco milhões de mulheres, uma média de 536 mulheres por hora em 2018.

“Precisamos dar um basta nisso, não dá mais para ser isso. Ah! Mas a mulher não pode andar de short, me desculpe, ela pode sim. O homem é que tem que saber se portar”, frisou Joyce Bessa. “A mulher não tem que se blindar, ela tem que ser respeitada”, corrobora a coordenadora comercial Vania Souza. “É uma luta constante e diária”, completa Patrícia Bertini, analista de qualidade.

O terceiro episódio da série mostra a merecida e bem animada comemoração feita pelas mulheres da empresa, no dia 08 de março, para celebrar o Dia Internacional da Mulher.

Consideradas muito comprometidas com o trabalho, atenciosas, dedicadas e muito competitivas, as mulheres também são vistas como mais cuidadosas com os veículos, assimilam bem as regras de segurança e no geral são mais disciplinadas. Mesmo assim, elas representam apenas 17% dos profissionais da área de transporte, de acordo com os dados de 2018 da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Por outro lado, os dados da CNT revelam um crescimento de 60,4% de mulheres em busca por habilitação especializada, o que indica que a participação feminina no setor de transporte tende a crescer e exemplos como da Transjordano devem se proliferar pelo país.

TEXTO: Jonas Tolocka

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