[VÍDEO] IVECO Lança o novo caminhão Hi-ROAD

O mercado brasileiro de caminhões mantém o viés de alta e deve fechar 2018 com 85 mil unidades vendidas. O segmento que mais se destaca é o de pesados, que atende setores como a agricultura, um dos pilares da economia do Brasil. É para esse mercado que a IVECO, marca da CNH Industrial, um dos principais grupos do setor de bens de capital do mundo, lança no Brasil o Hi-Road. “Esse caminhão é o modelo adequado para o atual momento econômico, que pede um produto com baixo custo de operação, conforto para o motorista e a robustez que o segmento exige”, destaca Ricardo Barion, diretor de Marketing e Vendas da IVECO para a América Latina.

O lançamento do Hi-Road, que será disponibilizado nas versões 4X2, 6X2 e 6X4, tem como objetivo aumentar a participação da marca no segmento de entrada na categoria de pesados, proporcionando para o cliente o melhor Custo Operacional Total do mercado. “O caminhão foi projetado para estar disponível o maior tempo possível na operação do cliente. Isso se traduz em eficiência para a empresa”, afirma Barion.

O Hi-Road, ideal para operações de médias e longas distâncias, herdou as melhorias que a engenharia da IVECO promoveu recentemente na linha Hi-Way, que se destaca pelo baixo custo operacional, com uma nova turbina, nova calibração e aumento de torque no motor. Destaque também para o menor peso de tara do segmento, que contribui para a redução de custos com combustível. “O segmento de pesados no Brasil representa 37% do mercado total de caminhões. O Hi-Road promove flexibilidade nas aplicações com diversas opções de tração, além de potências variadas e dois entre-eixos”, ressalta Barion.

A cabine é totalmente nova e a mais leve do mercado, o que potencializa o uso do caminhão proporcionando aumento da capacidade de transporte e diminuição no consumo de diesel. Destaque para o teto alto de série, para-sol, defletor de ar lateral com maior aerodinâmica e defletor inferior. Se por fora o modelo chama atenção, a comodidade e a ergonomia interna são garantidas por itens de série, como trio elétrico (vidro e trava elétrica, além do retrovisor aquecido e elétrico), banco High Comfort, ar-condicionado e climatizador, rádio com CD, MP3 e entrada USB, volante com comandos integrados, box térmico e cabine com suspensão pneumática – com quatro bolsas.

Os motores que impulsionam o Hi-Road são o Cursor 9 e 13, da FPT Industrial, com seis cilindros em linha. O Cursor 9 tem potência de 360 cv (4X2), e o Cursor 13 tem duas faixas de potência, 400 cv (4X2 e 6X2) e 440 cv (4X2, 6X2 e 6X4), com torque máximo de 2.250 Nm. A transmissão é automatizada de 16 velocidades à frente + duas marchas à ré, e o tanque de combustível tem capacidade, de série, para 900 litros.

“Agora, temos um caminhão que faz parte de um ‘novo momento’ para a IVECO, fruto do investimento de US$ 120 milhões no desenvolvimento de novos produtos, até 2019, e o aprimoramento dos serviços de venda e pós-venda, com a abertura de concessionárias, para aumentar a capilaridade da Rede de forma estratégica e padronizar a qualidade dos serviços prestados aos consumidores”, informa Barion.

Até o final do ano a IVECO terá 74 concessionárias no Brasil. Para aumentar a qualidade no atendimento, em 2018 a marca realizou 45 treinamentos presenciais, com 1.074 consultores do Brasil e América Latina, e promoveu 5.903 cursos on-line. “Nosso pós-venda se destaca também pela gama de ofertas dos Planos de Manutenção IVECO”, finaliza Barion. Atualmente, 60% dos produtos da marca são vendidos com algum plano de manutenção. A marca conta também com a parceria do Banco CNH Industrial para facilitar a aquisição de veículos da montadora.

Entrevista Ricardo Barion, diretor de Marketing e Vendas da IVECO para a América Latina.

Atendendo ao compromisso de informar com qualidade, Chico da Boleia esteve em Minas Gerais, a convite da Iveco, para conhecer a planta industrial da montadora, em Sete Lagoas. Na ocasião, o jornalista pode ainda reconhecer a pista de testes e conversar com Ricardo Barion, diretor comercial da empresa. Confira na íntegra a entrevista e saiba tudo sobre o lançamento Iveco.

Chico da Boleia: Ricardo, conta pra gente qual a importância desse lançamento nesse momento.

Ricardo Barion: Chico, primeiramente seja bem-vindo e sejam bem-vindos também nossos amigos que estão nos acompanhando. Aqui hoje é um dia muito especial, hoje é um dia que a gente vê a materialização de um projeto que nós começamos há dois anos e três meses. Ele é um novo modelo, uma ampliação da nossa linha de caminhões pesados onde todo mundo achou que grande parte nossos amigos já conhecem o veículo Hi-Way que hoje é bastante consagrado dentro do segmento e a gente lança hoje o novo modelo que aumenta a nossa gama que é o Hi-Road. Esse é um projeto que tem muita experiência pela bagagem que a gente tá trazendo do Hi-Way com uma nova cabine totalmente reformulada.

CB: O que exatamente motivou o lançamento dessa unidade?

RB: O segmento de pesados hoje representa a maior parcela dentro do volume de caminhões do mercado brasileiro. Nesse último ano do ano de 2018, tivemos 90% de crescimento do segmento de pesados, mas isso é interessante porque esse projeto nasceu. Não dá para você desenvolver um produto desse do dia para noite. Mesmo quando as vendas estavam em baixa, nós acreditamos no Brasil, no crescimento do transporte de cargas, e tocamos o projeto. A gente sabe que o Brasil tem muito a crescer e que a economia ia voltar e tá voltando. Justamente por causa desse potencial de crescimento, a gente queria ter uma participação maior, competir mais no segmento de pesados, por isso desenvolvemos este caminhão. Ele nasceu, de novo, de todas as experiências, neste espaço que você está vendo aqui já passaram 1800 clientes, e grande parte desses clientes nos ajudaram a desenvolver esse caminhão. Na verdade, esse caminhão nasceu de várias mãos. Então, eu preciso agradecer esses clientes que nos ajudaram e dizer para eles que está aqui a materialização de todo esse trabalho que foi feito no ano passado.

CB: Se desse para pegar um item específico desse caminhão para dizer “isso é o grande diferencial”, qual seria?

RB: Eu vou te dar alguns deles e vou te falar qual que eu entendo que seja o melhor resultado de tudo isso né. Em primeiro lugar, todo o trabalho feito em cima do Hi-Way, se nós olharmos o que tem esse caminhão, a parte mecânica, parte de baixo toda do Hi-Way, nós já entregamos de cara economia de combustível que é um ponto extremamente necessário para esse segmento. Esse caminhão também ganha em durabilidade e robustez, e é tudo isso que o Hi-Way está entregando para o Hi-Road. Em segundo lugar, a gente sabe que os nossos caminhoneiros precisam de conforto, para isso nós desenvolvemos uma cabine nova com uma ergonomia completa: novo banco, com todo painel integrado. Dessa forma, o caminhoneiro tem tudo na mão! Na minha opinião, talvez o ponto mais específico, mais interessante, é que esse caminhão é até 700 kg mais leve que o seu principal concorrente. Ou seja, quem ganha é você, caminhoneiro, que vai ter mais carga para transportar. Então eu diria que entre todos os benefícios ainda tem dele ser mais leve e poder transportar mais do que o corrente direto.

CB: Com esta unidade, vocês pretendem ocupar um lugar de destaque na competição aí das montadoras?

RB: Eu entendo que hoje a gente vai ficar muito mais competitivo. Atualmente, a gente disputa com o Hi-Way no segmento mais Premium com correntes na mesma situação. Agora, com o Hi-Road, a gente conquistou aquele custo benefício que a gente precisava para nossa linha. Então, tenho certeza que a gente vai ganhar sim mas notoriedade dentro do segmento de pesados, mais participação e tenho certeza que esse produto vai nos colocar num patamar superior do que a gente está hoje.

CB: Recentemente aconteceu a feira de Hanover, não vimos no stand caminhões movidos a diesel. Qual a possibilidade de algum daqueles modelos estarem na Fenatran do ano que vem?

Publicidade:



RB: Vamos lá, essa pergunta é muito boa. No stand da Iveco, nesta feira (IAA Hanover), como vocês puderam ver, não tinha nenhum veículo a diesel. Grande parte dos veículos eram movidos a gás e elétrico, porque essa é uma tendência muito forte na Europa. Aqui no Brasil entendo que isso ainda deve demandar um pouco mais de tempo, até porque a gente não tem mais infraestrutura adequada para esses veículos. Mas a gente tá trabalhando forte também nessas tendências para que a gente possa, no momento oportuno – não sei exatamente se vai ser na Fenatran – ter um veículo rodando com combustível alternativo para oferecer para os nossos amigos.

CB: Estamos fechando o ano. O que você diz aí para o pessoal do trecho sobre as expectativas para 2019?

RB: Pessoal, a gente está muito otimista para 2019. As mudanças que ocorreram agora no final do ano mostram que o Brasil está querendo voltar para os trilhos e a gente acredita nisso. Portanto, eu posso dizer para vocês que acreditem, porque eu sei que o ano que vem vai ser um ano melhor do que a gente acredita, vai demandar muito mais transporte, vai ser bom para todo mundo. Todo mundo vai ganhar muito com isso e contem com a gente, contem com a Iveco. A Iveco quer estar ao teu lado oferecendo produtos, serviços, e atendimento da forma adequada. Contem com a gente e vamos juntos construir um novo rumo para esse Brasil.

CB: Nós do Chico da boleia queremos dizer para você, Barion, que você também pode contar conosco para falar dos produtos, divulgar. Queremos te dar os parabéns pelo nascimento do produto que você tem pilotado e comandado muito bem.

Anderson Vilela Moreira, especialista de Marketing do Produto

Na ocasião da visita à fábrica da Iveco, Chico da Boleia também teve a oportunidade de conversar com Anderson Vilela Moreira, especialista de Marketing do Produto e conhecedor de todas as especificidades desse novo produto da Iveco. Confira!

CB: Anderson, conta pra gente um pouco mais sobre a origem desse nome. Porque Hi-Road?

AM: A Iveco trabalhou neste nome principalmente para as rodovias, hoje a gente tem um Hi-Way que é um veículo extrapesado também, que a gente joga aí para médias e longas distâncias realmente. O Hi-Road está focado principalmente para os médios deslocamentos, então é pensando no motorista em relação a rodovia que a gente trouxe esse nome para este caminhão.

CB: Há quanto tempo está sendo desenvolvido este modelo de caminhão?

AM: Esse modelo começou a ser desenvolvido no início do ano passado, com a finalização agora, são dois anos de projeto que custou R$ 30 milhões de reais.

CB: E o que que ele tem de grande diferencial em relação ao mercado concorrente?

AM: Além do design, interno e externo, a gente trabalhou bastante nele, focamos principalmente na redução do peso, esse veículo hoje se você pegar mesmo na configuração 6×2 com a mesma capacidade de tanque, que seria 900 Litros, chega a ser 700 kg mais leve do que a concorrência, mesmo com teto alto.

CB: E você já abriu as vendas, e quantos caminhões deste você já vendeu?

AM: Hoje nós já temos 200 pedidos fechados e a gente já teve até um evento anterior com mais de cem clientes que estavam presentes aqui, e cada um teve a oportunidade de comprar seu primeiro hi-road.

CB: E quando a gente já vai ver o primeiro caminhão rodado pelas rodovias?

AM: Já em janeiro! A produção já está em crescimento e logo você vai ver, no final de janeiro com certeza você vai ver caminhões rodando pelo Brasil.

CB: Na questão de telemetria, como vocês estão tratando deste assunto já que é um caminhão novo no mercado?

AM: A Iveco está com um grande projeto de desenvolvimento. Então, na Fenatran, a gente vai ter bastante novidade com relação a isto justamente para atender ao que o hoje o frotista almeja. A gente sabe que tem muita tecnologia chegando no Brasil, mas a gente quer ter que levar um produto que realmente se adequa ao frotista. Porque a gente sabe que se você colocar muitas funções no produto, nem todas são aptas para o frotista fazer o controle de sua frota. Por isso, este é o trabalho que a gente tá fazendo e realmente a gente vai trabalhar até com o cliente para o melhor desenvolvimento deste projeto.

Redação Chico da Boleia com informações da Iveco 

Comentarios