Blog da Tânia

Recentemente a página Transporte em Foco, grupo do Facebook que como o nome diz, se propõe a discutir de maneira séria as questões relativas ao transporte, postou uma matéria originária do sítio Notícias Automotivas (www.noticiasautomotivas.com.br), onde um motorista de uma transportadora saiu de férias e ao voltar percebeu que seu veículo fora usado por outro motorista e seus pertences foram abandonados, extraviados e avariados.

            Ao retornar das férias, recebeu da empresa um veículo em precaríssimas condições de trafegabilidade que impedia até o pernoite a bordo. Ele então, se recusou a conduzir tal veículo em tão precário estado de conservação. Recebeu uma punição da empresa que o obrigava a se dirigir à sede e ficar sem função.

            O motorista, morador de Junqueirópolis, interior de São Paulo se dirigiu à sede da empresa localizada na região conhecida por Triângulo Mineiro e precisou da ajuda dos colegas para se alimentar e dormir, tendo inclusive pernoitado no pátio da empresa. Não recebeu diárias ou salário no período. Após ser demitido por justa causa e insubordinação, o motorista recorreu à Justiça em razão dos atos no mínimo reprováveis desta empresa e ganhou a ação trabalhista, tendo recebido indenização e todos os direitos.

            Cabe a nós agora uma reflexão: as empresas não se cansam de reclamar de falta de mão de obra qualificada? Pois nesse caso, o patrão é o desqualificado. Não valoriza quem garante o lucro dele. Patrão que valoriza aquele que garante o lucro da empresa (neste caso, o motorista) oferece, dentro das limitações financeiras da empresa, equipamento de qualidade, treinamento, salário decente e outras formas de incentivo ao acidente zero, à economia de combustível, à direção segura e defensiva, à preservação do equipamento, etc.

            Não é porque o motorista é empregado que ele deve se sujeitar a dirigir qualquer veículo em más condições de funcionamento. Ele deve, acima de tudo, preservar a sua integridade e a dos que estão à sua volta nas ruas e estradas. Então, para isso, que seja adequadamente treinado para ser cobrado.

Adelmo  Filho

Graduado em Administração de Empresas

Pelo Centro Universitário da cidade

Rio de Janeiro, RJ

Tania Rampim/ Caminhoneira Itapira

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