Caminhão de passeio: Empresário personaliza pesados para viajar

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O Scania 1977 levou três anos para ficar pronto e custou R$ 130.000 | Foto: Murilo de Abreu

A brincadeira preferida do paulista Osvaldo Morini era construir carrinhos de rolimãs gigantes que levavam até 12 crianças. O fascínio pelos pesados tinha um bom motivo: seu pai era caminhoneiro. O caminho natural era seguir os passos do pai, mas ele acabou se proprietário de uma oficina mecânica. Porém a paixão por caminhões continuou, e para satisfazê-la começou a restaurar raridades para revender. Primeiro reformou um Ford Internacional e depois um Alfa 210.

Mas a restauração também não supriu o gosto de Morini. Ele decidiu abandonar a sua oficina para trabalhar como caminhoneiro. “Fiz duas viagens, matei minha vontade, mas meu negócio é oficina.” Ainda procurando uma maneira de se aproximar do mundo dos caminhões, o empresário encontrou na rodovia Anhanguera um Scania 111 1977 – conhecido como jacaré. “O caminhão estava praticamente abandonado, mas vi que tinha potencial, pois a parte mecânica estava em ótimo estado”, diz. Ele o comprou por R$ 25.000.

Foram três anos de restauração e R$ 130.000 de investimento para deixar o “jacaré” do jeito que Morini queria. A pintura laranja é o único item original da marca. Todo o resto é personalizado.

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O caminhão ganhou uma suspensão dianteira regulável e um chassi alongado | Crédito: Divulgação

A frente é do modelo Scania 190, que mais o agrada esteticamente. E a cabine foi produzida em fibra de vidro. “A cabine original estava muito ruim e sem condições de ser trabalhada, então tive que encomendar outra e aproveitei para mudar as medidas – deixei mais larga e mais alta”, afirma.

Ele também prolongou o chassi, o que permitiu a construção de um banheiro, um luxo para quem vive na estrada. “Sei o quanto a infraestrutura das nossas estradas é precária e por isso decidi transformá-lo em um mini motorhome”, conta.

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Crédito: Divulgação

O interior ganhou revestimento acarpetado azul e laranja e 162 lâmpadas de led distribuídas no teto. “A intenção foi deixá-lo com a minha cara e que eu pudesse me sentir em uma festa quando quisesse”. Ele também deixou a sua marca na parte externa nos grafismos pintados a mão. “Sempre gostei muito de cavalos e considero que sua figura forte e potente combina muito bem com um caminhão. Ao mesmo tempo quis homenagear Nossa Senhora Aparecida com sua imagem pintada na parte de trás da carroceria.”

O empresário recentemente adquiriu mais um pesado, o Volkswagen 35300 1992, que não sofreu grandes transformações. “Ele estava em bom estado, por isso só personalizei com rodas e iluminação diferente”.

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Foto: Murilo de Abreu

Os dois caminhões saem da oficina com a inscrição “veículo de passeio” e Morini segue à risca essa determinação. “Sempre viajo de caminhão com minha família e não troco essa experiência por nada”, admite.

Fonte: Quatro Rodas

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